Como encaixar colocation na sua estratégia de data centers?

Steve Madden

Esta é a primeira pergunta que sua empresa precisa responder para tornar-se digital

Todos os dias conversamos com empresas de diversos setores que estão trabalhando duro para implementar as melhores práticas de negócios em um mundo digital em constante mudança. Nosso posicionamento na interseção de todos esses setores e tendências nos proporciona um ponto de vista único com relação à forma como a realidade digital está afetando nosso jeito de fazer negócios atualmente e sobre o que está para acontecer.

Nessa série de posts, vamos dar uma olhada nas perguntas que as empresas estão fazendo sobre colocation e interconexão, à medida que avançam em sua transformação digital. Também vamos examinar como os nossos clientes estão usando uma abordagem que prioriza a interconexão para encontrar as respostas.

As cinco perguntas mais importantes que vamos responder nessa série são as seguintes:

  1. Como encaixar a colocation na sua estratégia de data center?
  2. Como os hubs de colocation podem otimizar a performance de rede?
  3. Como colocation e interconexão habilitam a cloud híbrida?
  4. Como a interconexão pode ajudar a solucionar o acesso à multicloud?
  5. Como a integração digital pode ser simplificada?

 

Neste primeiro post, vamos elaborar a resposta à pergunta nº 1: Como encaixar a colocation na sua estratégia de data center? Vamos começar examinando como a transformação digital está obrigando os líderes de TI a repensar as configurações de sua infraestrutura de data center, e como essa nova perspectiva altera as prioridades de colocation da empresa.

O panorama digital muda tudo

O Global Interconnection Index, publicado pela Equinix, descreve quatro macrotendências que estão impulsionando as mudanças na forma como as empresas precisam abordar sua interconexão e suas arquiteturas de TI em um mundo digital:

  1. Um maior uso de tecnologia digital impõe interações em tempo real.
  2. Uma maior urbanização requer proximidade entre os serviços digitais e usuários.
  3. As crescentes exigências de segurança cibernética e de soberania de dados significam que devemos evitar a internet pública e implementar a segurança e os dados localmente.
  4. O crescimento do comércio digital global requer mais integração entre os processos empresariais e interconexão entre clientes, parceiros e funcionários.

O impacto dessas forças sobre as empresas de hoje se manifesta como restrições a um modelo centralizado (em nuvem ou em um data center tradicional), que não consegue ser escalado de modo a atender às necessidades distribuídas geograficamente ou acompanhar o ritmo da transformação digital. As empresas precisam criar uma infraestrutura interna que possa atuar em sintonia com os recursos externos e ecossistemas de negócios, de modo a produzir uma solução holística de TI que possa chegar a todos os lugares, interconectar-se todas as pessoas e integrar-se com tudo.

O que isso significa em termos de colocation

Nesse panorama em mutação, o Gartner aconselha que você leve em conta o colocation e a interconexão quando estiver planejando fazer negócios em diversas regiões e áreas metropolitanas e/ou conectar-se a diversas redes e clouds. E quais são as implicações? É preciso escolher um provedor de colocation e interconexão que poderá lhe proporcionar a cobertura geográfica e os ecossistemas de negócios adequados às suas prioridades de negócios. No relatório do Gartner intitulado “A interconexão baseada em colocation servirá como ‘cola’ para aplicações avançadas de negócios digitais”[1], Bob Gill, vice-presidente de pesquisa do Gartner, afirma o seguinte: “Propomos que a topologia, a tecnologia e o projeto favoreçam a construção de uma solução digital de negócios utilizando uma conexão em rede programável e baseada em colocation, à qual chamaremos de ‘trama interconectada de data centers’,  permitindo uma interconexão dinâmica entre empresas, provedores de cloud, prestadores de serviços de comunicação e um mercado crescente de provedores de serviços.”

Recomendamos que se comece por esse caminho, por meio do estabelecimento de um ponto de controle local e – usando uma metáfora militar – da criação de uma “base operacional avançada” (BOA), para ter controle local e começar a trilhar os primeiros passos em direção à transformação digital. A partir desse ponto de controle garantido, você poderá orquestrar operações táticas próximas ao local onde os seus negócios estão sendo realmente realizados. Quando se trata de transformar sua infraestrutura de TI tendo em vista a transformação digital, o estabelecimento de bases operacionais avançadas e sistemas e controles mutáveis próximos ao local onde as coisas acontecem significa distribuir a sua arquitetura, originalmente baseada em operações centralizadas em um data center, entre pontos de controle na digital edge em localizações geográficas estratégicas. Isso permitirá que sua empresa localize e integre o controle junto à mais alta densidade de usuários, localidades, clouds e dados, potencializando os data centers de colocation mais próximos e interconexões de alta velocidade e baixa latência.

Eventualmente, esses pontos de controle distribuídos na digital edge se transformarão nos polos predominantes a partir dos quais sua empresa passará a operar, com o data center principal passando a ser apenas mais um entre os pontos de controle da digital edge.  Nessa altura, você será capaz de atender mais depressa às necessidades de seus clientes e de entregar suas soluções a um número maior de mercados mais rapidamente.

 

Centralizada, restrita e ineficiente                            Distribuída, escalável e eficaz

 

Como e onde você deve estabelecer pontos de controle na digital edge

Saber onde você quer chegar com seus pontos de controle na digital edge é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma estratégia de transformação digital bem-sucedida. Considere seus locais distribuídos na edge como bases operacionais avançadas para expansão nos mercados locais. Por exemplo, você pode querer estar próximo à mais alta densidade de clientes e parceiros da cadeia de suprimentos em uma nova região para acelerar seu time to market. Ou você pode querer colocar dados além das clouds híbridas em um determinado país para fortalecer a segurança e soberania de seus dados de modo a cumprir as normas de compliance.

Uma vez definidos os tipos de pontos de controle na digital edge necessários para a sua empresa, você precisa decidir em que local do mundo eles precisam estar. O Global Interconnection Index pode ajudá-lo a mapear sua estratégia de expansão global com base nos locais onde estão situadas as maiores exigências de capacidade de Velocidade de Interconexão dentro de uma vertical específica. Por exemplo, se a sua empresa oferece serviços financeiros baseados nos EUA, seria vantajoso para você saber que os setores Bancário e de Seguros têm previsão de apresentar a mais alta capacidade de Velocidade de Interconexão na América Latina em 2020.

Nos nossos 200 data centers IBX® (Equinix International Business Exchange™) instalados em 52 mercados, observamos clientes expandindo sua presença de mercado no mundo inteiro e estabelecendo pontos de controle na digital edge nos locais onde desejam exercer o maior impacto. Considerando que esse processo nem sempre é intuitivo, atuamos no sentido de ajudá-los a determinar as localizações ideais potencializando os recursos e ferramentas disponíveis na Plataforma Equinix. Podemos, por exemplo, conectar provedores e clientes na digital edge.

Solucionando integração e controle na digital edge

Ao permitir que nossos clientes integrem e controlem suas infraestruturas de TI na digital edge, oferecemos uma maior escalabilidade e proteção de suas infraestruturas digitais. As conexões virtuais entre empresas, redes e clouds interconectam a infraestrutura distribuída e os ecossistemas digitais na Plataforma Equinix de forma direta, segura e dinâmica, por meio de uma interconexão global definida por software. Por exemplo, você pode integrar infraestruturas híbridas/multicloud acessando provedores de serviços de cloud na Plataforma Equinix, mesmo que estes não estejam fisicamente presentes na sua localização geográfica.

A qualidade de integração entre data centers de colocation, no entanto, depende de sua inerente confiabilidade, gestão e controles de segurança. Oferecemos opções que garantem 99,9999% de uptime e uma aplicação de DCIM integrado, proporcionando visibilidade sob demanda para reforçar suas operações em data centers IBX com alertas e notificações em tempo real. A segurança de dados em clouds múltiplas constitui uma preocupação crescente para nossos clientes. Ajudamos nossos clientes a criar uma estratégia de criptografia de ponta a ponta entre clouds múltiplas e parceiros diversos reforçando os controles de segurança de cloud na edge com o gerenciamento seguro de chaves e serviços de criptografia baseados em SaaS, para simplificar a proteção de dados em arquiteturas híbridas e de multicloud.

Ao estabelecer pontos de controle distribuídos na digital edge dentro de data centers em colocation como parte de sua estratégia, você pode acelerar e escalar sua transformação digital, integrar e controlar seus processos empresariais e, ao mesmo tempo, fortalecer e proteger melhor seus ativos digitais. Vários de nossos clientes estão navegando no digital com sucesso na Plataforma Equinix, ao potencializar uma estratégia de IOA e uma abordagem estratégica de pontos de controle, de modo a criar uma infraestrutura distribuída de TI de longo prazo, ágil e escalável. Recomendamos que você confira o portal IOA Knowledge Base para saber mais sobre os componentes fundamentais necessários para construir a sua plataforma digital e criar sua estratégia de digital edge.

Saiba mais sobre a Plataforma Equinix no artigo The Platform Equinix Vision.

[1] Gartner Colocation-Based Interconnection Will Serve as the ‘Glue’ for Advanced Digital Business Applications, Bob Gill, 10 de agosto de 2017.

Steve Madden
Steve Madden Vice President, Global Segment Marketing