Como a baixa latência ajuda as soluções de telemedicina a preservar vidas?

Maior rapidez de conexão é capaz de auxiliar no desafogamento de hospitais

Eduardo Carvalho

A Revolução Digital está sendo, há tempos, responsável pela mudança de hábitos de pessoas no mundo todo. Um grande exemplo da crescente adesão à tecnologia é o que aponta o relatório Economia Móvel 2019 [1]: nesse ano, foi registrado que 5,1 bilhões de pessoas usavam algum tipo de aparelho de telefone celular – e o Brasil é 5º país em ranking de uso diário no mundo, segundo relatório Estado de Serviços Móveis [2], elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie. Os usuários de smartphones ficaram em média três horas por dia utilizando aplicativos.

Acompanhando essa tendência, vários setores do mercado adotaram novas práticas – uma das que estão em evidência, recentemente, diz respeito à telemedicina, que oferece suporte médico de forma online. Dentro do contexto da pandemia, o governo brasileiro aprovou uma lei emergencial que trabalha a favor da disseminação deste tipo de oferta de serviços de saúde, a Lei 13.989 [3] ou a eliminação de restrições sobre quando os médicos podem prestar serviços de telessaúde a pessoas cobertas por seguros de saúde nos EUA [4].

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5,1 bilhões

de pessoas no mundo têm acesso a um telefone celular.

Antes da COVID-19, a adoção da telemedicina na América Latina era desigual – um estudo conjunto da Global Health Intelligence e da Florida International University em nove países da LATAM constatou que a adoção da telemedicina por hospitais variava de 25% na Colômbia a 68% no Chile. [5] Diiversos fatores influenciam as taxas de adoção, incluindo a situação política de cada país, marcos regulatórios e legais e muito mais. Você pode ler mais sobre o cenário geral da América Latina neste blog post recente.

No Brasil, o Senado Federal autorizou o uso da tecnologia da Startup Idwall para validar os cadastros dos médicos e pacientes durante as teleconsultas, a fim de conferir mais segurança nessa relação.  O mercado de soluções para telemedicina já estava aquecido mesmo antes da quarentena: de acordo com um estudo da Ebanx Group LABS [6], cerca de 87% das empresas que atuam com HealthTec surgiram depois de 2010. O crescimento mais expressivo foi a partir de 2015 — desde então o segmento que se destaca dentro das startups voltadas para área da saúde é o de telemedicina [7].

Desta forma, está mais fácil para os médicos implementarem ferramentas digitais em seus consultórios a fim de atender aos pacientes por intermédio de plataformas seguras. Entretanto, como encarar qualquer instabilidade ou lentidão de conexão? A baixa latência, nesse caso, é fundamental.

Em um atendimento presencial, a agilidade na tomada de decisões determina o destino do paciente. Qualquer atraso pode resultar na complicação do quadro clínico em questão e até mesmo em fatalidade, isso aplica-se também à teleconsulta. Quando falamos da situação pandêmica atual, a modalidade chegou para fazer a diferença no dia a dia dos médicos e da população.

Cerca de 87%

das empresas que atuam com HealthTec surgiram depois de 2010.

Segurança de entrega nas informações

Na teoria, a telemedicina é muito simples: o paciente se conecta ao médico ou instituição por meio de celulares ou computadores e envia dados coletados por dispositivos inteligentes, quando necessário. Então, recebe as devidas recomendações e segue sua vida normalmente. Ainda assim, uma conexão de qualidade é exigida. Se ficar sem sinal no momento de orientar um motorista de aplicativo, por exemplo, já surgem problemas. Agora, imagine em um assunto mais sério como um atendimento de emergência?

Por isso, estruturas clássicas de TI não atendem mais às necessidades do momento. Setores públicos e privados enfrentam desafios constantes de administração, infraestrutura, distribuição de acesso, gerenciamento de quantidades massivas de dados, segurança e privacidade. Imagine ter de lidar com todas essas questões quando se pensa na descentralização de equipamentos?

Uma das maneiras de minimizar os impactos originados pelos sistemas remotos de atendimento é a adoção de arquitetura interconectada, afinal ela entrega resultados otimizados tanto ao usuário quanto ao fornecedor do serviço. Quando todos os pontos são bem “amarrados”, a chance de que algo não saia de acordo com o esperado é muito menor.

Supondo que tanto o hospital quanto o paciente possuam os equipamentos necessários para estabelecer contato um com o outro, é preciso levar em conta a eficácia da entrega das informações nos momentos em que são necessárias. Aí, chegamos à importância da baixa latência – que, na telemedicina, é um recurso que preserva a vida.

Baixa latência e interconexão

Considerando o cenário, é preciso entender que, ao acessar qualquer solução que dependa da internet, um sinal sai do seu dispositivo e passa por diversos pontos até chegar ao data center. Quanto maior a distância física, maior é a latência e, nesse caso, latência é atraso – tudo o que não precisamos em um atendimento emergencial. Para preservar a segurança do médico e do paciente, agilidade é essencial e é isso o que a arquitetura interconectada proporciona.

Acessar tudo automaticamente de qualquer lugar com segurança e rapidez é possível graças ao uso de ecossistemas digitais dedicados à finalidade desejada com tecnologia criptografada exclusiva, garantindo a integridade das informações – o tipo de qualidade esperada por qualquer paciente e hospital adaptado ao momento em que vivemos.

Dados do SUS indicam que 78% das pessoas que são atendidas a distância, buscam informações para atendimento presencial, mas dessas, apenas 23,8% são orientadas a buscá-lo de fato, o restante é atendido pela telemedicina. Portanto, menos gente nas ruas, menos contaminações e mais leitos de hospitais disponíveis.

A Equinix tem o compromisso de manter a saúde dos negócios, sempre com o foco nas pessoas. Por isso, oferecemos soluções que garantem a qualidade de suas conexões a fim de que possa se focar em outros desafios. As soluções são oferecidas em âmbito global, entenda como estamos atuado junto com empresas de tecnologias para a medina em outras localidades da América Latina e conheça como aplicar essa infraestrutura de conexão no setor de Healthcare.

 

[1]https://www.gsma.com/latinamerica/pt-br/resources/economia-movel-na-america-latina-2019/

[2] https://www.appannie.com/en/insights/market-data/the-state-of-mobile-2019/

[3] http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-13.989-de-15-de-abril-de-2020-252726328

[4] https://www.everydayhealth.com/coronavirus/the-telemedicine-tipping-point-is-here-and-laws-have-changed-to-make-it-easier-to-access/

[5] CBS News, Coronavirus deaths soar in Latin America and the Caribbean, with Brazil hit hardest, June 2020.

[6]  LatamList, Idwall’s MeuID app used to verify patient and doctor identity during COVID-19, May 2020;

[7]  Distrito HealthTech Report via EBANX Group LABS

Eduardo Carvalho
Eduardo Carvalho Managing Director / Presidente - Brasil