Como a transformação digital nos setores de saúde e na indústria farmacêutica salva vidas

O papel da interconexão na saúde preventiva

Tim Waters

De acordo com a Deloitte, o número de pessoas nos Estados Unidos com doenças crônicas tem aumentado de maneira constante há anos – atualmente, estima-se que 133 milhões de americanos possuem pelo menos uma doença crônica, como as cardíacas, asma, câncer e diabetes. [i] Ainda que esses tipos de doenças sejam, em geral, incuráveis, comumente podem ser prevenidas ou controladas. É por isso que empresas farmacêuticas (em inglês, pharma) e de prestação de serviços de saúde estão focadas no bem-estar e na prevenção, além de tratamentos proativos e personalizados.

As provedoras de assistência médica contam com um fluxo de dados centrados no cliente, a partir de dispositivos portáteis e biossensores que permanecem sempre ligados, para fornecer um panorama personalizado do bem-estar de um indivíduo, desde padrões de sono até batimentos cardíacos e ondas cerebrais. Como resultado, muitas empresas farmacêuticas estão investindo em evidências do mundo real (RWE, do inglês real-world evidence) quanto ao uso de seus produtos, potenciais benefícios e riscos a partir dos dados do mundo real (RWD, do inglês real-world data) dos pacientes. No entanto, para serem úteis, esses dados devem ser trocados, consumidos e compartilhados entre diferentes sistemas à medida que são criados. A transformação digital nos setores de saúde e na indústria farmacêutica está, portanto, sendo impulsionada pela necessidade de plataformas abertas e seguras, análise de big data e inteligência artificial (IA). Essas tecnologias são cruciais para processar e analisar de maneira efetiva e economicamente eficaz enormes quantidades de dados para possibilitar uma abundância de insights.

 

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Percepções pautadas em informação personalizada sobre a saúde dos pacientes permitirão precisão quanto ao bem-estar, além de microintervenções em tempo real, possibilitando a médicos e pesquisadores do campo avançarem ainda mais no enfrentamento de enfermidades e doenças catastróficas. As empresas farmacêuticas e de assistência médica estão inaugurando portais que colocam resultados de testes diagnósticos e a possibilidade de compra de medicamentos diretamente nas mãos dos pacientes. Os dados derivados dessas interações ajudam a impulsionar o desenvolvimento de medicamentos que otimizam resultados para os pacientes e reduzem o tempo de comercialização dos tratamentos.

Apoiar o movimento de quantidades tão grandes de informações exigirá uma troca interconectada de dados de saúde. Para isso, será necessária uma plataforma fundamental unificada, segura e de alto desempenho para o compartilhamento dos dados apropriados – por exemplo: provedor para produtor farmacêutico, provedor para pagador, pagador para provedor, pagador para setor de processamento de solicitações e assim por diante. A infinidade de requisitos de conectividade é geométrica em tamanho e escopo e cada vez mais difícil de visualizar.

Mais especificamente, essa troca de dados requer interconexão direta e segura para apoiar a transformação digital necessária para que esses dois setores possam impactar positivamente a prevenção de doenças e o atendimento ao paciente. É por isso que o Global Interconnection Index Volume 3, um estudo publicado pela Equinix, estima que a capacidade de largura de banda (em inglês, bandwidth) da interconexão global nos setores de Saúde e Ciências da Vida apresentará crescimento anual de 71% entre 2018 e 2022. [ii]

O que esperar: Explorando o futuro dos setores de saúde e farmacêutico

A transformação digital nos setores de assistência médica e na indústria farmacêutica promete oferecer ao paciente um atendimento mais personalizado, orientado por dados e mais resultados positivos, além de menor tempo para a comercialização de medicamentos e tratamentos e, em última instância, custos mais baixos de assistência médica. Algumas das maneiras de alcançar esses resultados são:

  • Dados e sistemas integrados: os dados do paciente e da pesquisa serão coletados de uma série de fontes, analisados por meio de IA e compartilhados em tempo real entre vários sistemas (físicos e virtuais) a fim de aprimorar todos os aspectos do atendimento personalizado ao paciente e o desenvolvimento do tratamento;
  • Ecossistemas de atendimento: comunidades virtuais e físicas, compostas por hubs de assistência médica, operadores de atendimento especializado, mecanismos de atendimento de saúde e desenvolvedores de produtos colaborarão para impulsionar o atendimento personalizado ao paciente;
  • Cadeias de valor de capacitação de atendimento: o pagamento do consumidor e a logística de fornecimento serão facilitados e coordenados por financiadores e intermediários (por exemplo, seguradoras, processadores de pagamento, etc.), orientados por análises avançadas e avaliação de riscos. Isso incluiria parceiros com a função de avaliar se os requisitos regulatórios e de conformidade estão sendo atendidos.

As organizações de TI nos setores de assistência médica e farmacêutico precisam investir em comunicações seguras e em tempo real, e também em troca de dados com pacientes, ecossistemas parceiros e provedores de rede e nuvem para criar novas cadeias de valor digitais e modelos inovadores de atendimento e tratamento. As infraestruturas de TI tradicionais não são capazes de integrar os serviços digitais, vastas fontes de dados, análises em tempo real e IA necessários para fornecer experiências personalizadas aos pacientes. Tampouco podem fornecer insights baseados em dados que melhoram os resultados dos pacientes, introduzem novos tratamentos no mercado e reduzem custos.

Para que permaneçam viáveis e relevantes e possam atender às regulamentações, as organizações de assistência médica e da indústria farmacêutica devem rearquitetar suas infraestruturas de TI para tecnologias digitais emergentes. Uma plataforma de interconexão distribuída globalmente, como a Platform Equinix®, integra serviços digitais com segurança, permite a colaboração dinâmica de parceiros e ecossistemas e potencializa os dados para o atendimento mais personalizado e inovação de tratamentos. Todos esses benefícios contribuem para melhores experiências dos pacientes e resultados aperfeiçoados.

De acordo com Matt Douglas, diretor de Arquitetura Empresarial da Sentara Healthcare, há “uma enorme transformação no setor de saúde”, especialmente quando se trata de gerenciar dados com segurança. Ao alavancar a interconexão de nuvem híbrida na Platform Equinix para transferir todos os dados para a nuvem, ele acredita que a Sentara está “à frente da competição”. Devido às regulamentações de privacidade de dados do paciente em conformidade com a HIPAA (lei federal dos Estados Unidos de 1996, em inglês Health Insurance Portability and Accountability Act), a Sentara deve acompanhar o desempenho real da movimentação segura de dados de seu centro de processamento de dados local para a nuvem do Microsoft Azure na Equinix, onde residem sua computação, seu data lake, seus serviços de dados e instrumentos de análise preditiva. Douglas observa baixa latência “incrível” (abaixo de 11 milissegundos) na troca privada de dados entre o centro de processamento de dados local da Sentara e a nuvem do Azure na Equinix, com custos gerais de infraestrutura abaixo dos 60% e sem tempo de inatividade (em inglês, downtime).

Saiba mais sobre como as empresas farmacêuticas e de assistência médica estão potencializando a interconexão para prevenir doenças e salvar vidas.

[i] Deloitte, “The Forces of Change: The Future of Healthcare”, abril de 2019.

[ii] A largura de banda de interconexão é definida como a capacidade total provisionada para o intercâmbio de tráfego de maneira privada e direta, com um conjunto diversificado de parceiros e provedores, em pontos de troca de TI distribuídos em centros de processamento de dados de colocation neutros.

Tim Waters
Tim Waters Senior Manager - Vertical Marketing