4 Prioridades de Dados das Empresas que Fazem Negócios no Brasil

Processamento, análise e troca de dados, além de compliance, são prioritários para os líderes de TI, diz a pesquisa Global Tech Trends Survey

Eduardo Carvalho
4 Prioridades de Dados das Empresas que Fazem Negócios no Brasil

Há três anos, o Global Tech Trends Survey (GTTS) entrevista tomadores de decisão de TI ao redor do mundo para entender as prioridades e expectativas das lideranças do setor. Em 2021, a pesquisa conversou com 100 líderes de mercado no Brasil, que discorreram sobre as principais prioridades e desafios para o ano, além de responderem questões específicas relacionadas à chegada do 5G no país e ao impacto causado pela pandemia da COVID-19 nos negócios, oferecendo valiosos insights para outras companhias que fazem – ou planejam fazer – negócios no Brasil.

Dentre os assuntos mais discutidos, questões relacionadas ao processamento, uso e análise de dados aparecem como prioridade para tais executivos. A capacidade de armazenar, proteger e interpretar a quantidade crescente de informação coletada de usuários e objetos conectados é, cada vez mais, apontada como essencial para desenvolver uma boa estratégia de negócio, entender melhor o consumidor e até gerar alterações na estrutura de trabalho visando um workflow mais eficiente. Questões relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e adaptação às novas normas legais também são preocupações da TI ao longo de 2021. Na minha opinião, inclusive, um grande e importante desafio que não deve ser colocado para escanteio.

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Explorando as opiniões dos líderes digitais globais sobre as tendências, desafios e oportunidades que moldam os negócios em todo o mundo.

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A seguir, listo as quatro prioridades das empresas que fazem negócios no Brasil para o uso de dados identificadas no GTTS:

1. Obter mais dados para estratégias de negócios

Analisar e usar dados é uma excelente maneira de entender o cliente e oferecer a experiência que ele deseja. O GTTS mostrou que os tomadores de decisão em TI do Brasil estão atentos a este cenário: 85% deles esperam obter mais dados para estratégias de negócios, percentual bem acima da média global de 66%.

Assim como o volume de dados gerados a partir de smartphones, objetos conectados, sensores, redes sociais, sites de e-commerce, entre outros, cresce a cada ano, o volume coletado pelas empresas também acompanha.

2. Gerar mais insights a partir dos dados

Simplesmente obter extensos volumes de dados não agrega valor estratégico, o que nos leva à próxima prioridade detectada pela pesquisa: 81% dos líderes de TI no país querem gerar mais insights a partir dos dados coletados, número acima da média de 69% detectada pelo GTTS. Ou seja, acompanhando uma tendência global, a urgência de não somente reunir mas fazer ciência com um olhar preditivo para os dados é mais forte do que nunca no país, inclusive pelas necessidades criadas durante a pandemia.

3. Gerenciar a troca de dados localmente

Se na sua empresa você precisa fazer esse tipo de gerenciamento, vai concordar que é inegável a existência de desafios envolvidos, iniciando pela adequação da infraestrutura de TI. Fazer o processamento e análise em um data center on-premise ou na cloud distante de onde os dados são gerados resulta em implicações sérias na latência e nos custos. Se há uma distância significativa entre a edge e o data center e ela está distribuída em dezenas ou centenas de locais diferentes, a rede precisa ser também distribuída, de forma a estar próxima de cada um desses pontos e possibilitar o armazenamento, processamento e análise dos dados em tempo real.

É exatamente por esta razão que 81% dos tomadores de decisão em TI ouvidos na pesquisa manifestaram o desejo de serem capazes de gerenciar a troca de dados localmente, novamente acima da média global de 63%. Cada vez mais a edge é parte da estratégia de negócios, e pesquisas como a nossa corroboram essa percepção.

4. Entrar em conformidade com a LGPD

Como não poderia deixar de ser, outro ponto que desperta a atenção das organizações atuantes no Brasil é a LGPD, em vigor desde setembro de 2020 e com aplicação de sanções desde agosto de 2021, que estabelece regras para todo o território nacional sobre como ceder, transferir, vender ou armazenar dados. A regulação é bastante similar ao General Data Protection Regulation (EU GDPR), garantindo ao usuário o direito sobre seus dados e estipulando as ações necessárias — algumas imediatas — no caso de vazamentos.

O GTTS mostrou que é prioridade para 84% dos tomadores de decisão de TI no país se adequar à LGDP ao longo do ano, o que acontece paralelamente ao significativo aumento na quantidade de informações pessoais circulando em suas redes e plataformas.

Com leis de privacidade sendo promulgadas em diversos países, acredito que, em pouco tempo, iremos ver uma mudança de mentalidade tanto de pessoas físicas quanto jurídicas sobre os conceitos e as implicações da coleta, compartilhamento e análise dos dados dos usuários.

Distribua sua rede na edge e extraia valor dos dados com segurança

É fato que caminhamos rumo a uma economia movida a dados, assim como também são reais os riscos a ela atrelados. Para ter sucesso, a empresa precisa integrar um rico ecossistema e se conectar aos parceiros apropriados, não importa onde estejam. Ao redor do mundo, vemos as estratégias de TI se tornarem menos sobre desenvolver tecnologia que sobre como acessar o ecossistema certo e integrar blocos digitais. A Equinix pode ajudá-lo nisso.

Tanto uma multinacional fazendo negócios no Brasil quanto uma companhia brasileira atuando no exterior podem utilizar a Plataforma Equinix® para reunir todos os lugares, parceiros e possibilidades certos para criar a infraestrutura básica necessária para alcançar sucesso, encontrar novas oportunidades de inovar e gerar mais valor.

Os data centers International Business Exchange™ (IBX®) da Equinix são hubs de interconexão próximos aos dispositivos dos usuários e às clouds públicas, possibilitando o processamento e a análise de dados via conexões privadas de baixa latência e com total segurança. Você ainda pode contar com soluções definidas por software sob demanda para reunir a infraestrutura necessária em minutos em 63 mercados globais, número que está em constante expansão.

Ninguém sabe dizer ao certo quais serão os negócios de sucesso no varejo, indústria ou saúde daqui a 20 anos, ou qual será o nosso próximo desafio global, como foi a pandemia de COVID-19. O que está ao alcance dos líderes é tentar captar sinais sobre as necessidades do mercado, os desafios e as soluções adotadas no que diz respeito à infraestrutura digital, tanto sob o ponto de vista global quanto de mercados específicos. Na Equinix, pesquisas como o GTTS nos auxiliam a identificar esses sinais e a desenvolver a melhor solução que podemos oferecer para cada desafio imposto. Para nossos clientes, esperamos que a pesquisa seja uma fonte de informação e inspiração no processo de traçar cenários para que possam estar mais preparados para reagir a mudanças, sejam elas graduais ou bruscas, locais ou globais.

Confira o Global Tech Trends Survey 2020-21 para mais insights.

Eduardo Carvalho
Eduardo Carvalho Managing Director / Presidente - Brasil