Setor da saúde se transforma e paciente assume protagonismo

Os dados e a mobilidade estão transformando os serviços de saúde e requerem uma infraestrutura digital dinâmica, escalável e segura

Vanessa Santos
Setor da saúde se transforma e paciente assume protagonismo

Acesso ao histórico e comprovante de vacinação contra a COVID-19 em caso de extravio ou perda da carteira em papel. Em princípio, parece algo simples para um mundo altamente conectado: garantir a qualquer pessoa o acesso digital ao seu histórico médico. Porém, neste exemplo, ainda que estejamos falando somente dos serviços prestados via Sistema Único de Saúde (SUS), considere milhares de unidades de saúde públicas e privadas espalhadas por todo o país, reunindo informações de mais de 200 milhões de brasileiros. Centralizar esses dados de forma simples, ágil e segura depende de três componentes críticos para negócios digitais: implementar um core digital, com acesso a empresas participantes de ecossistemas digitais e estender o alcance de processamento na edge. Falaremos mais sobre eles em breve.

Dados médicos reunidos e acessíveis ao cidadão

Iniciativas como a da vacinação vão ao encontro de proporcionar melhores experiências a usuários, médicos e unidades de atendimento, caminhando na direção da saúde do futuro, mais conectada, apoiada em dados com centralidade no melhor para o paciente. Com a digitalização, o cidadão passa a ter maior visibilidade sobre seu histórico de saúde, enquanto que, por sua vez,  médicos e demais prestadores de serviços do setor ganham em produtividade e assertividade. O setor público tem dados à disposição para elaborar análises a respeito das condições de saúde da população viabilizando a abertura de ricos subsídios para captar tendências, traçar políticas públicas mais efetivas e apoiar pesquisas científicas com o uso de novas tecnologias, como machine learning e inteligência artificial (IA).

Esse salto passa necessariamente pela atualização da infraestrutura de TI, adotando os três componentes citados acima. Ao implementar um core digital, as organizações se tornam habilitadas a ganhar escala com suas aplicações ao estabelecê-las em pontos com acesso a ecossistemas digitais, expandindo sua capacidade com o uso de uma plataforma híbrida, integrando múltiplos provedores de cloud, provedores de outros serviços de tecnologia e até outras empresas que transcendam a vertical de saúde, saindo de ofertas que se tornaram básicas, como serviços de telemedicina, popularizados durante a pandemia; consulta a arquivos de imagens (sistema PACS) e resultados de exames online a viabilizar colaboração formando insights para uma saúde preventiva cada vez mais personalizada.

Já o segundo componente, no acesso a ecossistemas digitais, os players do setor da saúde podem se conectar com simplicidade a ferramentas baseadas em IA e machine learning, acelerar testes clínicos e simplificar o acesso a registros médicos digitais, como novas possibilidades habilitadas por uma infraestrutura digital, mais aderente ao dinamismo da economia.

Como terceiro aspecto, partindo de um estabelecimento do core com acesso e comunicação com ecossistemas digitais, a extensão do alcance até a edge (definida como a borda da rede, onde usuários e dispositivos estão) permite a análise de dados no local e em tempo real, dispensando viagens desnecessárias de dados, oferecendo prontidão e segurança a dispositivos de Internet das Coisas (IoT), por exemplo, cada vez mais utilizados na saúde; entre outros casos de uso.

Com a intensificação da pandemia, no início de 2020, tornou-se mais crucial ainda reunir aplicações e sistemas, compartilhar dados com parceiros e com os órgãos públicos, habilitar ferramentas de atendimento e trabalho remoto em  escala para atender novas necessidades urgentes para aderência aos protocolos de combate a este cenário. Contudo, são poucas as clínicas e hospitais que efetivamente apresentaram um estado de prontidão digital com mínimo preparo para as novas exigências. Com sistemas de TI isolados em data centers próprios, sem conexões diretas com parceiros, eles se viram arrastados pelo tsunami do contexto intensificado da economia digital.

Para sobreviver, foi preciso agir rápido e na direção certa, como fizeram muitos de nossos clientes.

Com a intensificação da pandemia, tornou-se mais crucial ainda reunir aplicações e sistemas, compartilhar dados com parceiros e com os órgãos públicos, além de habilitar ferramentas de atendimento e trabalho remoto em escala”

Saúde 4.0: uma questão de troca de dados

A interconexão, a troca digital para comunicação simples, privada, direta e segura definida por software, é essencial para todo o ecossistema de negócios de saúde.

Leia mais
Saude 4.0 Ebook Blog

Com a cloud, Sentara suporta 500% de aumento na demanda por serviços digitais

Um caso bastante interessante é o do Sentara Healthcare, um dos principais prestadores de saúde dos Estados Unidos. Eles atualizaram o backbone de rede, os registros médicos eletrônicos e a plataforma de telemedicina para suportar um aumento aproximado de 500% na demanda por conexão com o portal a partir de redes domésticas.

Para atualizar a infraestrutura de TI, a equipe do Sentara tomou as seguintes medidas:

1.455%

Foi o aumento nos atendimentos via telemedicina em um intervalo de duas semanas na plataforma da Sentara Healthcare.

  • Moveu 100% das operações de negócios para provedores de cloud, implementando seu core em uma estratégia híbrida, estabelecendo comunicação com ecossistemas digitais e definindo deployments na edge, viabilizando serviços de análise de dados em tempo real e a adoção de ferramentas de inteligência artificial
  • Integrou a infraestrutura legada de TI na Plataforma Equinix® via VMware SD-WAN™ by VeloCloud®, habilitando a conexão remota a provedores de cloud e aplicações com a segurança e a performance necessárias
  • Via Equinix Fabric™, conectou a assistente pessoal Alexa nos quartos à AWS, auxiliando as equipes médicas a aperfeiçoar os cuidados e o monitoramento dos pacientes. A solução também foi importante para que a instituição encontrasse as melhores opções de IA e machine learning do mercado global.

Com a nova arquitetura pronta, o Sentara Healthcare obteve melhores vantagens competitivas ao expandir seu ecossistema digital ao interconectar seus 12 hospitais e 300 centros de saúde, promovendo a troca de dados com confiabilidade, rapidez e segurança. A latência no tempo de resposta das aplicações caiu de 20 milissegundos para apenas quatro, mesmo com o aumento de 500% no acesso à rede. Os atendimentos via telemedicina passaram de 90 para 1.400 em um intervalo de duas semanas sem interferir nas demais operações da rede.

Teleconsultas saltaram de 1.200 para 50.000 por mês no UnitedHealth Group 

As instituições de saúde brasileiras também foram ágeis em acelerar os investimentos na infraestrutura digital. A Amil, operadora de planos de saúde do grupo UnitedHealth Group Brasil, por exemplo, registrou mais de 50.000 atendimentos por mês via teleconsulta desde abril de 2020. O número contrasta com os de janeiro do mesmo ano, quando foram feitas 1.200 consultas – é isso mesmo, não foi erro de digitação.

Saltos de escala dessa magnitude, que reduzem as distâncias entre pacientes, médicos e prestadores de serviços, requerem conexão otimizada de baixa latência e alto poder de processamento, com a adoção da cloud computing e a extensão da infraestrutura digital até a edge. Assim, a instituição se aproxima de colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes, e estabelece a base para a saúde digital.

Webinar saúde 4.0

A transformação digital no setor de saúde foi significativamente acelerada pela pandemia. A discussão detalhada das tendências colaborativas em saúde se concentra nas últimas tendências, riscos, desafios e oportunidades.

Assista
Webinar saúde 4.0

Ecossistemas Digitais: Interconectar para hiperconectar

Para escalar e chegar a tantos lugares tão rapidamente, a resposta está no software. Tanto a Sentara quanto o UnitedHealth Group aderiram ao Equinix Fabric, que interconecta infraestruturas digitais físicas e virtuais, reunindo sistemas e aplicações com rapidez e simplicidade. A conexão é de baixa latência e privada, evitando a internet pública para garantir maior integridade dos dados, característica especialmente importante na saúde. A solução ainda viabiliza o acesso e a interoperabilidade ao ecossistema da área de saúde no Brasil e no mundo, para que os líderes possam transformar desafios digitais em soluções, oportunidades de negócios e na oferta de melhores experiências aos seus clientes.

Para se tornar um prestador de serviços em um modelo de saúde centrado no paciente e hiperconectado, a Plataforma Equinix é o melhor lugar para se estar.

Você pode se interessar também pelos seguintes artigos:

Acelerando a transformação digital no setor de saúde e ciências da vida

Infraestrutura Digital pode melhorar a experiência do paciente?

 

Vanessa Santos
Vanessa Santos Segment Marketing Manager at Equinix Brazil