Criando o Metaverso: A Oportunidade da Infraestrutura Digital

As empresas estão sonhando grande, mas para acompanhar a tendência atual do metaverso, elas precisam de uma nova abordagem para a infraestrutura digital

Wellington Lordelo
Criando o Metaverso: A Oportunidade da Infraestrutura Digital

O conceito de metaverso remonta a décadas, mas a animação em relação a este tema nunca foi maior do que é agora. O Facebook deu início ao movimento quando anunciou sua nova marca Meta[1], sinalizando que vai basear o futuro da empresa no metaverso. Depois disso, muitos outros anúncios sobre metaverso apareceram em rápida sucessão. Mais recentemente, a Microsoft falou sobre o seu plano de adquirir a Activision Blizzard, dizendo que ela “fornecerá os blocos de construção para o metaverso.”[2]

É fácil ficar animado com as possibilidades do metaverso:

  • Engenheiros automotivos podem realizar testes de colisão virtual (sem necessidade de manequins de teste).[3]
  • Grandes varejistas estão expandindo para comercializar produtos virtuais e criptomoedas.[4]
  • As empresas de jogos virtuais estão introduzindo recompensas virtuais que podem ser vendidas por dinheiro real ou salvas em carteiras/bancos de criptomoedas.

No entanto, se o metaverso vai ser tão transformador quanto a internet e as redes sem fio móveis que surgiram antes dele — e não vejo razão para que não seja — as empresas devem se questionar seriamente sobre como vão conseguir chegar lá. O metaverso é a tecnologia do amanhã e não podemos alcançá-lo utilizando a infraestrutura de TI do passado. Até que as empresas se libertem da abordagem tradicional de TI e a substituam por uma infraestrutura digital modernizada e distribuída, elas não serão capazes de realizar a verdadeira promessa do metaverso.

O momento para a estratégia digital-first é agora

O Global Interconnection Index (GXI) é a principal fonte de dados e insights do setor sobre a interconexão e seu crescente impacto no mundo digital

Faça o download do report GXI!
gxivol5

Raja Koduri, da Intel, argumentou que dimensionar uma informatização persistente, imersiva e em tempo real globalmente para apoiar o metaverso exigirá eficiência computacional 1.000 vezes maior do que o estado da arte atual pode oferecer,[5] e é difícil discordar de sua avaliação. Renderizar avatares de forma realista em um mundo virtual e permitir que os usuários interajam com objetos e outros avatares nesse mundo virtual — tudo em tempo real — exigirá a captação, transmissão, análise e representação de quantidades verdadeiramente alucinantes de dados com latência extremamente baixa. Vimos empresas conseguirem isso para demos e um pequeno número de adeptos iniciais, mas ainda há muito mais a fazer antes que o metaverso possa se popularizar.

O metaverso é o futuro, mas esse futuro depende da infraestrutura digital

Os “verdadeiros adeptos” do metaverso parecem pressupor que as atualizações necessárias de infraestrutura simplesmente ocorrerão como resultado natural do progresso tecnológico. Questiono essa linha de pensamento: as empresas certamente têm a oportunidade de implantar uma infraestrutura digital que esteja pronta para o metaverso, mas precisam ser proativas para que isso aconteça.

Volume 5 do Global Interconnection Index (GXI) inclui dados sobre como as organizações em todo o mundo estão aumentando a largura da banda de suas interconexões à medida que trabalham para enfrentar seus desafios mais urgentes. Os dados do GXI podem nos ajudar a entender como uma infraestrutura digital otimizada — que reúna e interconecte recursos físicos e virtuais de computação, armazenamento e rede, juntamente com aplicativos avançados e serviços em nuvem — pode ser uma fonte incomparável de vantagem competitiva.

“O metaverso é a tecnologia do amanhã e não podemos alcançá-lo utilizando a infraestrutura de TI do passado.”

Além disso, o GXI mostra como os líderes digitais estão enfatizando todos os três componentes da infraestrutura digital: o núcleo digital, o ecossistema e a edge. Cada componente da infraestrutura digital tem um papel a desempenhar na habilitação do metaverso.

O núcleo digital: Derrubando as barreiras

As arquiteturas tradicionais de TI eram baseadas em data centers compartimentados e centralizados; todas as transações fluíam através desses data centers, independentemente de onde elas tivessem origem. O núcleo digital de hoje é diferente: apenas certas cargas de trabalho críticas precisam ser implantadas on premises no núcleo, mas mesmo esses sistemas locais podem ser adjacentes à nuvem, permitindo que eles explorem serviços de nuvem transformadores de forma rápida e fácil. Além disso, os ambientes digitais principais permitem modelos OPEX, que podem ajudar as empresas a equilibrar seus sonhos de metaverso em relação às suas realidades financeiras.

O ecossistema digital: Unindo-se para superar desafios

Construir o metaverso é um desafio muito grande para uma empresa pensar em empreender sozinha. O fornecimento das competências e da capacidades de que o metaverso precisa exigirá um ecossistema de parceiros trabalhando em conjunto. Esse ecossistema incluirá provedores de serviços de cloud que ajudem a dimensionar rapidamente a informatização e permitam a migração rápida e confiável de dados, provedores de serviços de rede que ajudem a remover os gargalos e a virtualizar funções-chave e parceiros de interconexão sem fornecedores específicos que reúnam todo este esforço.

Digital Edge: Encontrar os usuários onde estão

“Cada componente da infraestrutura digital tem um papel a desempenhar na habilitação do metaverso.”

Implantar infraestrutura digital na borda é um passo fundamental para tornar o metaverso possível. De acordo com o GXI, os locais de borda são a ponte entre os mundos virtual e físico; as empresas implantam infraestrutura nesses locais para chegar o mais próximo possível do maior número possível de usuários.

Quando os conjuntos de dados são tão grandes quanto os criados pelo metaverso, movimentar esses dados entre usuários e hubs de TI centralizados cria níveis inaceitáveis de latência. A infraestrutura na borda permite que os dados permaneçam locais, mantendo assim a latência gerenciável.

Faça parceria com a Equinix para começar a criar o metaverso ainda hoje

Como empresa mundial de infraestrutura digital, a Equinix™ tem a presença global, o ecossistema de parceiros e os recursos técnicos necessários para tornar o metaverso uma realidade. Com mais de 235 data centers da Equinix International Business Exchange™ (IBX®) nas 65 principais regiões metropolitanas em todo o mundo, facilitamos que os clientes aumentem a infraestrutura distribuída de que precisam para fornecer recursos de metaverso aos usuários finais — não importa onde esses usuários finais estejam localizados.

Além disso, com nosso ecossistema de parceiros de mais de 3.000 provedores de serviços na nuvem e de TI e 1.800 provedores de serviços de rede, acessar serviços de ponta de fornecedores líderes nunca foi tão fácil. Acrescente nossos Arquitetos de Soluções Globais—especialistas técnicos que ajudam a planejar e a projetar infraestruturas de TI para desbloquear novos recursos e maximizar o retorno sobre o investimento — e você tem uma receita para o sucesso no metaverso.

Leia o relatório do Vol. 5 do GXI hoje mesmo para obter mais informações sobre o futuro da infraestrutura digital e sobre como as empresas em todo o mundo estão tornando esse futuro uma realidade.

[1] Introducing Meta: A Social Technology Company

[2] Microsoft to acquire Activision Blizzard to bring the joy and community of gaming to everyone, across every device

[3] The titans of the metaverse have a bandwidth issue

[4] Walmart is quietly preparing to enter the metaverse

[5] Powering the Metaverse

... A Equinix™ tem a presença global, o ecossistema de parceiros e os recursos técnicos necessários para tornar o metaverso uma realidade.”
Wellington Lordelo
Wellington Lordelo Senior Manager, Segment Marketing