TL:DR
- O streaming global de esportes exige uma enorme infraestrutura digital para transmitir eventos ao vivo para bilhões de espectadores em diferentes fusos horários simultaneamente.
- As emissoras utilizam estratégias híbridas de colocation e nuvem para gerenciar conteúdo em alta resolução, ao mesmo tempo em que minimizam a latência e controlam de forma eficaz os custos de saída de dados (data egress).
- Os hubs de interconexão da Equinix permitem que provedores de conteúdo se conectem a parceiros essenciais do ecossistema por meio de conexões privadas e diretas, garantindo desempenho ideal.
Grandes eventos esportivos unem pessoas de diferentes países e culturas e a Copa do Mundo da FIFA talvez seja o maior de todos esses eventos. Durante o torneio de 2022, cerca de 1,5 bilhão de espectadores ao redor do mundo assistiram à partida final e isso foi apenas um jogo entre muitos. A FIFA estima que cerca de 5 bilhões de pessoas interagiram com conteúdos da Copa do Mundo de 2022 em todas as plataformas e dispositivos. [1]
A Copa do Mundo deste ano promete ser ainda maior. Será a primeira edição do torneio a contar com seleções de 48 países, em vez de 32. Isso significa mais partidas, em mais estádios, com mais torcedores acompanhando a ação de perto. E isso levanta algumas questões difíceis:
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O que é necessário para levar todas as partidas a tantos espectadores, com uma experiência consistente em todos os fusos horários?
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Como as emissoras conseguirão escalar suas operações para captar, editar e distribuir conteúdo de 104 partidas diferentes, disputadas em cidades por toda a América do Norte?
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Como farão isso de forma econômica, sem construir uma infraestrutura permanente que não será mais necessária depois que o evento de seis semanas terminar?
A resposta para todas essas perguntas? Data centers e infraestrutura de rede.
Assim como acontece com todos os outros aspectos da nossa vida digital cotidiana, os data centers formam a base invisível que torna possível assistir a esportes por streaming. Quando você se reúne com amigos e familiares para assistir a uma partida e sente aquele momento de alegria única quando a bola estufa a rede, os data centers ajudaram a fazer isso acontecer.
Nossa série de blog posts Digital Plumbing tem como objetivo tornar visível o que normalmente não vemos. Vamos olhar mais de perto como a infraestrutura digital e os parceiros de ecossistema se unem para viabilizar uma experiência excepcional para os espectadores de esportes em todo o mundo.
Por dentro do ciclo de vida do conteúdo para streaming esportivo
Naturalmente, a primeira etapa do ciclo de vida do streaming esportivo é captar imagens das diferentes partidas.
Essas transmissões ao vivo aproveitarão formatos de alta resolução, como 8K, para oferecer aos espectadores em casa a mesma nitidez de quem assiste à partida pessoalmente. Isso é ótimo para o público, mas representa um desafio para as emissoras, porque os arquivos são muito grandes. Elas precisarão de uma infraestrutura de rede escalável para transmitir esse conteúdo sem atrasos.
As emissoras usarão uma combinação de conectividade pela internet pública e serviços Ethernet para levar as imagens do estádio até a instalação de produção de conteúdo o mais rápido possível. Para isso, trabalharão com um ecossistema de diferentes ISPs e NSPs para obter a conectividade necessária.
Dentro da instalação de produção de conteúdo, as emissoras irão:
- Armazenar o conteúdo. Isso garante que ele estará prontamente disponível para todas as etapas seguintes de produção.
- Digitalizar e transcodificar o conteúdo. Isso inclui criar os formatos digitais específicos necessários para os fluxos de trabalho de edição e produção.
- Editar o conteúdo. Isso inclui reunir diferentes trechos de conteúdo bruto em uma experiência de visualização coesa. Também pode incluir a adição de anúncios e títulos ao conteúdo bruto.
- Preparar o conteúdo para distribuição. Isso envolve fazer o upload das imagens editadas para sistemas de gerenciamento de conteúdo.
- Transmitir o conteúdo para o provedor de conteúdo. Esse processo é conhecido como “content playout”.
- Distribuir o conteúdo aos espectadores. Os provedores armazenarão o conteúdo em cache em uma série de redes de distribuição de conteúdo, ou CDNs, para garantir proximidade com os usuários finais e cobrir rapidamente a “última milha”. Essa distribuição de conteúdo deve ser sincronizada para garantir que todos os fãs ao redor do mundo vivenciem os principais momentos ao mesmo tempo.
The reason that major sporting events like the World Cup or the Olympics feel like such a communal global experience is because we all get to watch them happen in near-real time. Compare this with other digital experiences like streaming a hot new album. The moment the album drops will create a massive spike in traffic, but fans will continue to stream the album as time goes on. With sports, experiencing the event live, at the same time that everyone in your social media feed is posting about it, is the entire point.
O motivo pelo qual grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, parecem uma experiência global tão coletiva é que todos nós conseguimos assisti-los acontecendo praticamente em tempo real. Compare isso com outras experiências digitais, como o streaming de um novo álbum muito aguardado. O momento do lançamento do álbum gera um pico enorme de tráfego, mas os fãs continuam ouvindo o álbum ao longo do tempo. No esporte, vivenciar o evento ao vivo, ao mesmo tempo em que todas as pessoas no seu feed de redes sociais estão postando sobre ele, é justamente o ponto principal.
O streaming de esportes ao vivo só é possível porque as emissoras descobriram como minimizar a latência em todas as etapas do ciclo de vida do conteúdo, desde a aquisição até o gerenciamento e a entrega. E elas só conseguem fazer isso porque escolhem a estratégia de infraestrutura certa e os parceiros certos do ecossistema.
Escolhendo a infraestrutura digital certa para o streaming esportivo
Quando se trata da infraestrutura de gerenciamento de conteúdo, as emissoras têm opções. Elas podem implementar essa infraestrutura em uma cage privada dentro de um data center de colocation ou em um ambiente de cloud. Ambas as opções oferecem a flexibilidade necessária para escalar recursos de forma econômica antes de um grande evento, como a Copa do Mundo, e depois reduzi-los novamente após o término do evento.
No setor de conteúdo e mídia digital, a pergunta não é “colocation ou cloud?”. A maioria das emissoras usa um modelo de infraestrutura híbrida para obter o melhor dos dois mundos. Por exemplo:
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As emissoras podem manter seus ativos de vídeo de alta qualidade em um ambiente de armazenamento de colocation sobre o qual têm controle total.
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Elas podem usar armazenamento em cloud para versões proxy em baixa resolução, que são muito menores e mais rápidas de movimentar para cargas de trabalho ágeis de pós-produção.
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Depois de processar o conteúdo na cloud, elas podem enviar arquivos leves de instruções em JSON de volta para o ambiente de infraestrutura privada. Em seguida, podem aplicar aos ativos de vídeo originais em alta qualidade as mesmas alterações feitas na cloud.
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Como os arquivos de vídeo maiores não precisam ser transferidos do colocation para a cloud e depois de volta, as emissoras conseguem manter o controle desses arquivos localmente e reduzir os custos de saída de dados.
Quem compõe o ecossistema de mídia digital?
Para lidar com um evento do porte da Copa do Mundo, as emissoras não conseguem fazer tudo sozinhas. Elas precisam do apoio de uma ampla variedade de parceiros de ecossistema:
- Provedores de serviços de rede, ou NSPs, e provedores de serviços de internet, ou ISPs, ajudam a fornecer conectividade de baixa latência para mover rapidamente as imagens brutas dos locais dos eventos para o ambiente de gerenciamento de conteúdo, e também para mover rapidamente as imagens editadas desse ambiente para a distribuição.
- Provedores de cloud oferecem infraestrutura flexível e escalável onde quer que as emissoras precisem, viabilizando capacidades ágeis de edição e produção.
- Provedores de conteúdo cobrem a etapa final do processo de distribuição. Isso pode incluir serviços de streaming pertencentes a redes tradicionais de transmissão, mas também redes sociais. Por exemplo, a FIFA anunciou parcerias de streaming com TikTok e YouTube para a Copa do Mundo de 2026.[2]
- Esses provedores usam tanto redes de distribuição de conteúdo, ou CDNs, quanto peering de internet para entregar o conteúdo de streaming aos espectadores rapidamente e garantir uma excelente experiência para o usuário.
- Provedores de segurança para transmissão ajudam a proteger o conteúdo ao longo de todo o seu ciclo de vida. Isso inclui oferecer recursos antipirataria que ajudam a proteger o investimento das emissoras no evento.
Como as emissoras precisam trabalhar com tantos parceiros diferentes, é importante que elas implementem sua infraestrutura em locais onde esses parceiros de ecossistema já estejam reunidos. Os data centers de colocation da Equinix já abrigam milhares de parceiros, incluindo provedores de conteúdo e mídia digital, clouds, NSPs, ISPs e muito mais. Os clientes podem criar conexões diretas e privadas com esses parceiros rapidamente usando o Equinix Fabric®, nossa solução de interconexão virtual.
Como a soberania de dados impacta o streaming esportivo?
A Copa do Mundo é um evento verdadeiramente global, que atrairá espectadores de todos os cantos do mundo. Além disso, a Copa do Mundo deste ano será a primeira sediada em três países diferentes. Com partidas acontecendo nos Estados Unidos, no Canadá e no México, e essas mesmas partidas sendo assistidas em praticamente todos os países do planeta, o resultado é um grande volume de tráfego digital cruzando fronteiras internacionais.
Isso torna a Copa do Mundo desafiadora do ponto de vista da soberania de dados: as emissoras precisam descobrir como distribuir seu tráfego para espectadores ao redor do mundo sem descumprir requisitos locais em nenhuma jurisdição específica.
Soberania de dados é, basicamente, uma questão de controle. As emissoras precisam ter controle sobre onde seus dados são arquivados e processados. A infraestrutura privada oferece controle total sobre o hardware físico e sua localização. Em contrapartida, a cloud pública abstrai a infraestrutura física subjacente, oferecendo, portanto, menos controle sobre o processamento e a localização dos dados.
As emissoras também precisam controlar para onde seus dados se movimentam, o que pode ser mais desafiador. Isso exige soluções de rede inteligentes para garantir que o tráfego de dados não siga simplesmente a rota mais rápida e direta de um ponto a outro. Ele precisa seguir a melhor rota, considerando tanto os requisitos de performance quanto os de compliance.
considerando tanto os requisitos de performance quanto os de compliance.
O Equinix Fabric Geo Zones é a nova camada de aplicação de soberania do Equinix Fabric. Os clientes podem projetar conexões que respeitam fronteiras e cumprem requisitos de soberania digital na Austrália, no Brasil, no Canadá, no Japão, na Suíça, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Uma nova zona da União Europeia estará disponível em breve.
O ecossistema de mídia digital se reúne na Equinix
Os data centers da Equinix são hubs de interconexão ideais; não importa com quem as emissoras precisem se conectar, há uma grande chance de que encontrem esses parceiros já presentes na Equinix. É por isso que recentemente ultrapassamos meio milhão de interconexões na Equinix. Cada uma delas representa uma oportunidade para os parceiros criarem valor de negócio, acelerarem a inovação e melhorarem a experiência do usuário.
E, como os hubs de interconexão da Equinix estão presentes em muitas localidades estratégicas ao redor do mundo, oferecemos o alcance necessário para dar suporte a um evento global de streaming como a Copa do Mundo.
A Equinix é o lugar onde o ecossistema de conteúdo e mídia digital se reúne. Mas esse é apenas um dos setores em que possibilitamos experiências digitais excepcionais ao ajudar os clientes a acessar a infraestrutura e os parceiros certos, nos locais certos. Para mais exemplos, leia o e-book: Como os clientes da Equinix transformam dados em valor.
A Equinix é o lugar onde o ecossistema de conteúdo e mídia digital se reúne. Mas esse é apenas um dos setores em que possibilitamos experiências digitais excepcionais ao ajudar os clientes a acessar a infraestrutura e os parceiros certos, nos locais certos. Para mais exemplos, leia o e-book: Como os clientes da Equinix transformam dados em valor.
[1] FIFA, One Month On: 5 billion engaged with the FIFA World Cup Qatar 2022™, January 18, 2023.
[2] Engadget, YouTube and FIFA partner up for the 2026 World Cup, March 17, 2026.

